Mostrando postagens com marcador RE USAR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador RE USAR. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de maio de 2012

INVERNO COLORIDO!

Nada de cores tristes , para espantar o frio abuse das cores! Tons pastéis são tendência!


Cinza com rosa é a minha combinação favorita desta tabela!
Este chapéu é da década de 20, e eu comprei inteirinho na feira de San Telmo em Buenos Aires


O cintinho é novo, e a calça era da minha cunhada. A blusa cinza é Zara, e já esta no seu quarto inverno!!

Fotos:
Maria Melgarejo

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Entrevista: Adriana Bechara, da revista Glamour.


Neste mês, as bancas brasileiras receberam a primeira edição nacional da revista glamour. A primeira edição internacional, lançada nos EUA em 1939, se chamava Glamour Of Hollywood e tinha ninguém menos que Betty Davis na capa. Na nossa primeira edição, Juliana Paes foi escolhida para estampar a capa e contar seus segredos no miolo da revista.


Mas o que me faz escrever este post é a reportagem “Paquitas de Luxo” (pg. 80), uma entrevista com algumas ex e outras atuais “dasluzetes”, ou seja, vendedoras da Daslu, o império de luxo criado por Eliana Tranchesi (1947-2012). Para quem não sabe Eliana foi condenada a 94 anos e meio de prisão por formação de quadrilha, fraude em importações e falsidade ideológica.(Saiba mais aqui)

A entrevista de Alvaro Leme tem a seguinte introdução: “Reunimos sete moças que fizeram história na Daslu e perguntamos tudo que você sempre quis saber sobre a profissão de “dasluzete”, o mito Eliana Tranchesi...” Pera aí, eu pensei, será que perguntaram tudo mesmo que queremos saber sobre Eliana Tranchesi? O mito?

Quando li a entrevista tive minha resposta: não. Faltou perguntar o que as meninas de Eliana achavam sobre seus atos desonestos... Fiquei com uma pulga atrás da orelha: será que estas também são as opiniões da revista sobre a empresária?

Para conseguir a resposta, conversei com Adriana Bechara, diretora de moda da revista, que esteve em Porto Alegre para um bate papo durante o “Moinhos Preview”, evento do shopping Moinhos de Vento, que esta acontecendo esta semana e tem a curadoria de “As Patrícias”.

Já adianto que Adriana além de simpática, simples, gente como a gente (Sim, ela é tudo isso mesmo!) foi super sincera nas suas respostas, e no final da entrevista ainda comentou: “ adorei as tuas perguntas, viu?”

E eu adorei as respostas, Adriana!



Segue a entrevista com a moça, que antes de assumir a parte de direção de moda da Glamour foi Editora sênior de moda da Vogue Brasil.

S: Do ponto de vista da lei, sonegar imposto ou desviar dinheiro, como fazem alguns políticos, é usar ilegalmente dinheiro dos cofres públicos. Porque Eliana Tranchesi continua sendo “endeusada” como Mito mesmo após a comprovação de seus atos ilícitos, ao ponto da revista Glamour ter publicado uma matéria abordando somente os pontos positivos da empresária, sem fazer ressalvas, como se ela fosse um exemplo?


AB: Eu te diria que a Glamour não fez uma matéria sobre a Eliana, fez uma matéria sobre as “dasluzetes” e elas falaram sobre a Eliana. Algumas revistas fizeram matérias sobre a Eliana, não a Glamour. Eu acho que o fato dela ter ficado doente, e ter sido a criadora de todo este magnetismo em torno do mercado do luxo não elimina os defeitos dela ou os erros que ela cometeu durante sua vida. Existe um lado que é muito admirado e respeitado e existe outro lado comprovado, de que ela não foi uma pessoa ética nem profissional, como se espera de um empresário de moda.
A matéria foi sobre o Glamour que significou num determinado momento, ser uma “dasluzete”. Antes de todos os problemas fiscais que a Eliana teve, ser dasluzete foi muito glamouroso. Hoje não é como foi no passado, para algumas meninas pode ser uma referência, mas não como foi naquele ápice, quando não existia nenhuma suspeita sobre atividades ilícitas na questão fiscal da Daslu.

S: O que é moda sustentável para você? 


AB: É uma longa caminhada. A consciência de que você esta comprando de uma grife de empresários que tiveram uma preocupação social, é um começo, uma ponta de um iceberg que vai se tornar algo muito importante na vida das pessoas daqui pra frente, mas infelizmente ainda não é assim, a moda sustentável ainda é um mito.

S: O que você acha da moda do “Re-usar”?


AB: Sou suspeita para falar. É história. Gosto do estilo individual, que é uma coisa que cada vez vai crescer mais. Mas acho também que o desejo consumir uma roupa nova, se olhar de uma forma diferente, experimentar algo que você nunca experimentou, usar algo que você nunca usou, misturar uma renda com couro etc., é um reflexo do tempo em que você esta vivendo, é atualidade, contemporaneidade, e isso nunca vai acabar. Experimentar coisas novas é natural do ser humano, mas eu sou super a favor de misturar as roupas, ter uma peça vintage, principalmente se for de família, principalmente se for algo que não seja a tendência agora, e se a pessoa souber vestir isso de uma maneira própria.



Encantada com o despojamento e a simpatia da “guria”, pedi que ela assinasse a minha primeira edição da Glamour, e ela prontamente assinou e disse “Que legal, adorei, nunca assinei uma revista. Seu nome é com H?”, Adriana é exatamente tudo que se espera de uma editora de moda, por ser tão verdadeira ela se torna tão glamourosa.

terça-feira, 17 de abril de 2012

"Cuidado com o Feng Shui " O casaco de lurex" por Quitéria Franco

Hoje lanço aqui no blog a primeira colaboração da Quitéria Franco. Conheci a Quitéria no pré-lançamento das roupas da Stella McCartney para C&A, e depois descobri que de uma forma ou outra acabaríamos nos conhecendo no meio da moda.E foi um prazer!


Segundo ela é : "fashionista por vocação, daquelas que costurava e vestia bonecas. cresci e comecei a olhar a Moda como expressão de quem ama a vida e as pessoas."
Quitéria além de ter um blog muito bacana atua em empresas no Treinamento de Pessoal e Desenvolvimento de Produto, mas ela conta : "Já fui professora de História da Moda e me considero muito influenciada por Gilles Lipovetsky."


A partir de hoje, ela vai escrever semanalmente, especialmente para o "mamãe já usava". Eu adorei, e espero que vocês gostem.
Um beijo, Sam



Quem não guarda suas roupas antigas não consegue participar do nosso movimento de re-uso ou ,como dizem alguns,  Up cycling fashion que busca novas chances para peças de outros tempos.
.
Este cardigã foi adquirido num brechó , em S. Paulo, nos anos 90, e certamente foi produzido no final dos anos sessenta ou início dos anos 70.A marca é Luisa Spagnoli ,. grife italiana que continua produzindo roupas de qualidade.. Por curiosidade percorri o site da mesma - roupas lindas para a próxima primavera (.www.luisaspagnoli.it )

A empresa existe desde 1932 , fazendo peças de qualidade que daqui 20 anos poderão estar em brechós. Será?
A moda é mágica mesmo: alguma paulista abonada viajou para a Europa, quando pouca gente viajava, e trouxe um cardigã de lurex muito macio e brilhante  , que foi para um brechó, onde o comprei e trouxe para Porto Alegre, sem me dar conta que era uma preciosidade..

Entendi por que guardei o cardigã durante anos, em stand by, até que no último Donna Fashion Iguatemi, ao buscar um agasalho, encontro-o, e era tudo oque eu precisava para completar o look.
Lá me fui bem faceira,combinando-o com uma calça Stella Macartney para C&A e uma camisa branca da Renner, bem recentes. O sapato da Schtuz  é o da estação atual.


Conclusão? CUIDADOCOM O FENG SHUI, que preconiza o descarte de roupas que não temos usado nos últimos tempos .A gente pode se desfazer de coisas preciosas.
Viva o RE- USO!

sábado, 14 de abril de 2012

E nasce um blog de moda...

Como surgiu a ideia deste blog? Porque fazer um novo blog de moda, e não "re-usar" o antigo?
Eu sempre soube que chegaria o momento de me despedir do "Dicas da Sam". E este momento de fato chegou.

Tive ótimos momentos por lá, mas senti a algum tempo que meu papel no mundo ia além da moda, no entanto vi que não vou muito longe sem ela. Por isso uni o fashion ao sustentável, e a partir de hoje, as atualizações sobre moda serão postadas aqui.

A ideia surgiu nesta edição do Donna Fashion Iguatemi, quando sem ter me programado com antecedência, como sempre fazia, me vi "sem roupas" para usar. Foi quando tive a ideia de usar roupas de brechó e de família. Seria um jeito interessante de regressar na moda. Eu queria voltar, mas não como antes, queria voltar mostrando que a moda é muito mais que tendência, é estilo, e pode sim ser sustentável !




O meu propósito de re-usar foi cumprido com sucesso, e deu assunto para blogueiras e jornalistas!
vejam nos links por onde andei no DFI!

Correio do Povo- Correio Feminino

De repente Tamy1
De repente Tamy2

Tirei da vitrine

Cheia de Charme

Xingu Vivo

Lara Fotos1
Lara Fotos2
Lara Fotos3

E foi neste contexto, e graças a esta aceitação da mídia e dos meus leitores que decidi voltar de vez para a blogosfera da moda, mas agora com novo propósito e novo endereço!

Neste blog vamos sim ver o que está ou não na moda, vamos aprender a re-usar o que já temos, o que era da família , das amigas, e vamos descobrir os brechós mais descolados da cidade ( e quem sabe do mundo?)

Espero que todos embarquem comigo nesta viagem mágica e misteriosa no mundo dos armários!

Em breve, novas parcerias, colunistas e muitas "velhas" novidades.
Um beijo,
Sam

CRÉDITOS:
Foto: Franco Rodrigues

Look 1-
Saia acervo, Stella McCartney para C&A
Blusa Rosa alta costura bordada, pertencia a minha Tia Avó
Carteira- Brechó de Rua em Florianópolis

Look 2-
Mini blusa, recorte de tecido antigo da minha mãe
Calça jeans ,acervo
Carteira acervo feira de Rua

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Re-usando o armário da mamãe.


A moda do Re-Usar 


Diz o ditado que nada se cria, tudo se copia. Na moda tudo se re-cria.
E se ao invés de copiarmos ou re-criarmos, usássemos a política do re-usar?
Se a moda é cíclica, por que relançar uma nova coleção a cada três meses para re-ciclar uma ideia antiga?
Segundo Gilles Lipovetsky:

“Estamos destinados à instabilidade crônica dos valores, aos vai-e-vens das ações e reações, ao “eterno” retorno da moda que não cessa de reciclar na modernidade as formas e valores antigos...Certamente é possível re-situar este momento em um destes ciclos periódicos da história moderna.”

Mas que momento é esse? O que seria reciclar na modernidade as formas e valores antigos? 
Para os estilistas e a indústria têxtil reciclar tem outro sentido que não o verdadeiro da palavra. Para eles “reciclar” é fazer uma releitura, é inovar o velho. É a ação sem pensar nas consequências futuras da reação.

A moda do século XX foi marcada de acordo com os acontecimentos e necessidades de cada década. Podemos tomar como exemplo o New Look de Cristian Dior (1947) que associado à empresa têxtil Boussac, lançou uma linha de vestidos revolucionária, mandando uma mensagem às mulheres: “comprem mais panos”. A mulher do pós-guerra mudou e, com ela, suas roupas. As saias rodadas da década de 50, a mini-saia de Mary Quant nos anos 60 mostrando a liberdade feminina, o estilo hippie e o blue jeans dos anos 70, são alguns dos exemplos do encontro da moda com as necessidades de cada época.


E hoje, qual é a nossa necessidade? Quais os acontecimentos que podem liderar uma revolução na moda atual?
Vivemos numa época de “fast fashion” onde compramos para satisfazer nossos desejos ou fugir das frustrações pessoais. As mulheres trocam seu guarda-roupas a cada seis meses, sem pensar nas consequências deste “consumir por consumir”, simplesmente para acompanhar a moda que, como já vimos, nada mais é do que uma re-criação do que já foi voga um dia.
As ideias são quase as mesmas, todas tem um ar retrô, vintage, um pé no passado. Apesar de a tecnologia ter invadido o mundo da moda, os saudosistas andam com mais sorte, pois a releitura sempre vinga e vende mais.






Mas novamente eu me pergunto, qual é a nossa necessidade?


Buscar no consumo a resolução para todos os sofrimentos já se mostrou um conceito fracassado. Quanto mais temos, mais queremos. E é exatamente isso que o mercado da moda espera de nós. Mas já aviso: é uma cilada. Temos que aderir a uma nova politica, diferente da do “ter”, a do “ser”.
Quando vemos um vestido numa vitrine ou vestindo uma linda modelo na capa de uma revista, geramos em nós a necessidade do consumo, “eles” geraram em nós o desejo de consumo. Por alguns instantes pensamos que ter aquele vestido pode melhorar o nosso dia. Ledo engano. Os problemas ficam, o dinheiro vai embora, o mercado da moda agradece e a natureza mais uma vez chora.


Espera aí! O que a natureza tem a ver com isso?
Simples, chegamos ao ponto da necessidade da nossa década: A necessidade de consciência!
Há alguns anos os termos “ecológico” e “eco-sustentável” não estavam em pauta. Ainda não tínhamos percebido que os recursos da natureza são, na sua maioria, não renováveis e nos preocupávamos apenas em retratar a nossa realidade nas nossas roupas. Sim a moda é documento histórico, mas é também um atual problema de sustentabilidade ambiental.

“O problema da poluição ambiental tem caráter mundial e vem exigindo ações preventivas e corretivas para situá-lo em níveis aceitáveis, compatíveis com a preservação da qualidade de vida. Dentre as atividades industriais poluentes temos a têxtil, geradora de alta carga residual conhecida como lodo, e frequentemente emissora de efluente tratado que não atende ao parâmetro de controle ambiental cor, para o qual é exigido virtual ausência. Vários processos e produtos podem ser empregados para a remoção de cor, tais como adsorção, coagulação, técnicas biológicas e oxidação química, destacando-se a utilização de alúmen ou sais ferrosos com polieletrólitos, os quais têm o inconveniente de gerar lodos inorgânicos.” (Magali O. Bonatti, Ricardo A. Rebelo e Ivonete Barcellos) 


Resumindo a indústria têxtil polui, a indústria têxtil usa recursos não renováveis e o pior de tudo: produz demais. Não vamos nem entrar nos detalhes e falar do trabalho escravo nas indústrias têxteis na China ou para onde vão todas estas roupas quando saem da moda... Mesmo com toda a tecnologia atual a moda não é mais uma necessidade de retratar a nossa época. Ela é exclusiva, para poucos que têm poder aquisitivo de renovar o closet a cada estação e depois dar um fim para o que é “velho”. 


Por isso, sem mais delongas, a minha proposta para a moda atual não é re-criar, re-ciclar e comprar mais do mesmo toda estação. A minha proposta é re-usar. “Certamente é possível re-situar este momento em um destes ciclos periódicos da história moderna”.


Se a moda é cíclica e o antigo é moderno, porque não usarmos as roupas que já compramos na outra estação? Roupas que eram das nossas mães, roupas que podem ser re-usadas, compradas em ótimo estado em brechós? Porque não Re-usar? Afinal, nada esta mais na moda que ser sustentável, não é mesmo? E nada como um toque pessoal no look, com pequenas mudanças e acessórios podemos transformar o velho em novo, o antigo em retrô, o usado em vintage!


Vamos nessa? Vamos transformar a moda da nossa década na moda do re-usar, re-aproveitar?
Não estou dizendo que devemos parar de consumir moda ou quebrar o mercado de luxo. Estou falando em consumir com consciência. Pesquisar se a roupa que você esta comprando foi feita da maneira mais ecologicamente correta possível, sem deixar-se enganar por selos verdes. O capitalismo verde esta aí para nos fazer consumir e pensar que estamos consumindo bem. Então pesquise, compre com consciência e SEMPRE que puder, re-use!


O objetivo deste blog é mostrar que é possível sim estar na moda de uma forma sustentável em todos os âmbitos da palavra. Vamos falar do que esta nas passarelas e fazer paralelos com o passado, mostrando que re-usar é bonito, é possível e é bom para nós e para o planeta.


Aguardem as novidades! Em breve : "Mamãe já usou" e vai ensinar você a re-usar.
vejo vocês em breve,
Sam.





   Créditos:
   Texto: Samantha Pinotti
   Foto: Fábio Alt
   Produção: Bruna Sasso (Roupas de família e de brechós)